MPM 2017: riscos para o pluralismo dos media e segurança dos jornalistas estão a aumentar em toda a Europa

Os relatórios do Media Pluralism Monitor de 2017, abrangendo 31 países europeus (UE 28 e três países candidatos: a Antiga República Jugoslava da Macedónia, Sérvia e Turquia) já estão disponíveis.

O relatório sobre Portugal foi desenvolvido por uma equipa constituída por Francisco Rui Cádima, Carla Baptista, Luís Oliveira Martins e Marisa Torres da Silva (NOVA FCSH e ICNOVA – Instituto de Comunicação da NOVA).

Veja aqui o relatório sobre Portugal: 

http://cmpf.eui.eu/wp-content/uploads/2018/11/Portugal_MPM2017_country-report.pdf

Veja aqui os relatórios dos vários países europeus:

http://cmpf.eui.eu/media-pluralism-monitor/mpm-2017/

Os resultados mostram uma estagnação geral e a deterioração em todas as quatro áreas principais abrangidas pelo MPM: proteção básica, pluralidade de mercado, independência política e inclusão social. O MPM 2017 também confirmou os resultados das quatro vagas anteriores de monitorização mostrando que nenhum país analisado está livre de riscos para o pluralismo dos media.

Destaques dos resultados:

  • Jornalistas e outros atores dos media enfrentam uma série de ameaças e ataques (físicos e digitais) em vários países europeus.
  • As condições de trabalho dos jornalistas estão a deteriorar-se, expondo os jornalistas a pressões externas inaceitáveis na sua actividade na maioria dos países analisados.
  • A proteção dos “whistleblowers” ainda é fraca em toda a Europa.
  • A concentração de propriedade dos media continua a ser um dos riscos mais significativos para o pluralismo dos media e é vista como uma barreira à diversidade da informação e de pontos de vista.
  • As empresas noticiosas continuam vulneráveis a interferências políticas, especialmente quando as condições económicas são instáveis.
  • A falta de independência política dos meios de comunicação de serviço público, especialmente na Europa Central e Oriental, continua a ser motivo de preocupação.
  • A falta de igualdade de género nas funções de gestão e de criação de conteúdo nas organizações de media europeias representa um dos riscos registadas pelo MPM.
  • Pouco ou nenhum progresso foi registado em relação à literacia mediática em toda a UE.
2018-12-12T15:39:18+00:00Dezembro 12th, 2018|Categories: ICNOVANotícias|