Observatory in Visual Studies and Media Archeology2019-04-25T23:21:25+00:00

Observatory in Visual Studies and Media Archeology (EVAM)

Coordinator: Margarida Medeiros

The Observatory in Visual Studies and Media Archeology (EVAM) is based on the necessity to discuss themes and topics related with the research of the PhD students in visual studies of the ICNOVA – Faculty of Social Sciences and Humanities of Universidade NOVA de Lisboa. The Observatory aims to develop and share research, as well as scientific and/or artistic works with the academic community and other interested people. To achieve this goal, we plan a program that includes conferences and talks with artists and specialists in visual studies.

Research Team:

Margarida Medeiros; Ana Catarina Caldeira; Ana Lobato; Ana Lúcia Mandelli de Marsillac; Ana Luísa Azevedo; Anelise Mondardo; Bruno Marques; Filipa Cordeiro; Filippo De Tomasi; Inês Isidoro; Maura Grimaldi

More info:

https://observatorioevam.wixsite.com/evam/home-en

Facebook: https://www.facebook.com/observatorioevam/

The series of talks “Conversas foto-fílmicas” intends to enable an open dialogue between contemporary artists, researchers in photography and cinema and the members of the audience. The talks will occur once per month at the Arquivo Municipal de Lisboa.

Free entry. Pre-registration at clusterevam@gmail.com
The series of talks Conversas foto-fílmicas is going to be in Portuguese.

EVENTS

25 Out
Helena Almeida
by Bruno Marques e Joana Ascensão
chair Ana Catarina Caldeira
6:00pm-7:30pm | Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico

Para a primeira sessão propõe-se um reencontro com trabalho de Helena Almeida, orientado pelos convidados Bruno Marques (investigador do IHA – Nova) e Joana Ascensão (realizadora e programadora da Cinemateca Portuguesa).
Com as primeiras obras datadas dos anos 60, Helena Almeida chama-nos a atenção, ainda hoje, para a inesgotável pertinência das temáticas da inscrição e reinscrição do corpo, da performatividade da imagem fotográfica e das suas ambiguidades.

Bruno Marques, que leva atualmente a cabo uma investigação sobre políticas de género e sexualidade na arte contemporânea portuguesa, aponta na obra da artista sinais de inflexão nos modos convencionais de “ver, sentir e pensar o ato fotográfico” e as suas marcas discursivas.
A investigação de Bruno Marques vem nesta conversa cruzar-se com o olhar de Joana Ascensão e do seu Pintura Habitada (2006), filme tão íntimo do processo criativo de Helena Almeida.

Bruno Marques é bolseiro pós-doc pela FCT em “Estudos Artísticos”. Membro da Comissão Científica do Instituto de História de Arte-UNL, onde coordena o núcleo Photography and Film Studies. Integra a core team do Programa Doutoral em Estudos Artísticos/FCSH (coord. João Mário Grilo), financiado pela FCT. Professor adjunto convidado do ISCE. É autor do livro Mulheres do Século XVIII. Os Retratos (2006) e coordenou os livros Sobre Julião Sarmento (Quetzal, 2012) e Arte & Erotismo (EAC/IHA-UNL, 2012, com Margarida Acciaiuoli). Comissariou várias exposições, tendo sido vencedor da Iniciativa Novos Comissários 2008. Tem assinado textos sobre arte contemporânea em catálogos de exposições, em revistas da especialidade e em livros académicos. Participou como orador em diversos congressos nacionais e internacionais.

Joana Ascensão é é programadora na Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema desde 2009, onde tem sido responsável pela concepção e organização de ciclos temáticos e retrospectivas de autor como: “Filmes das Cooperativas”, “25 de Abril, Sempre – O Movimento das Coisas”, “Guy Debord ou o Cinema Criticado por Si Próprio”, “Stan Brakhage: A Arte da Visão”. Recentemente co-programou ainda o encontro “O que é o Arquivo? Cinema/Arquivo” e os ciclos “O Cinema e a Cidade” e “24 Imagens – Cinema e Fotografia”. É licenciada e mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, leccionou durante vários anos no Departamento de Fotografia da Universidade Lusófona e integrou a equipa do projecto de investigação UrbAspire (Universidade de Coimbra, CES, FCT, 2013-2014). Realizou o filme Pintura Habitada (Grande Prémio para o Melhor Documentário Português de Longa-Metragem do Festival DocLisboa 2006).

Memória

                           “Helena Almeida leva a fotografia aos limites da abstração”

Bruno Marques

No dia 25 de outubro de 2018, a obra da artista Helena Almeida (1934-2018) foi o tema da primeira conversa foto-fílmica proposta pelo Observatório em Estudos Visuais e Arqueologia dos Média (EVAM), vinculado à Universidade Nova de Lisboa, em parceria com o Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa.
Em um grupo, que envolvia cerca de 50 pessoas, sob mediação de Ana Catarina Caldeira (EVAM), Joana Ascensão (realizadora e programadora da Cinemateca Portuguesa) e Bruno Marques (investigador do IHA – Nova) resgataram elementos fundamentais da poética da artista.
Ana Catarina Caldeira, inicialmente, faz um breve histórico sobre a trajetória de formação da artista e destaca suas principais exposições, entre elas, muitas Bienais Internacionais. Joana Ascensão conta-nos sobre o processo de criação de Helena Almeida, que foi tema do seu documentário: “Pintura Habitada” (2006), realizado ao longo de 3 anos, ganhador do Grande Prémio para o Melhor Documentário Português de Longa-Metragem, do Festival DocLisboa 2006. O documentário de Joana dá visibilidade ao processo de trabalho e aos desenhos de Helena, que envolviam o planejamento da obra. A partir do filme, esses desenhos, até então privados, foram expostos ao grande público. Bruno Marques analisa a capacidade de desvio que a obra de Helena Almeida ocupa no cenário nacional e internacional, ancorada nos princípios da arte contemporânea, que se fortaleciam nos anos 1960 e 1970. A densidade da obra da artista envolve a relação entre desenho, performance, fotografia e pintura, ainda que a artista se afirme pintora. Bruno destaca a influência do artista Lúcio Fontana na arte de Helena e a capacidade de transgressão com a planaridade da tela. Nesse sentido, sua obra pode ser considerada uma anti-pintura, de cunho sobretudo conceitual. Seu trabalho envolve o próprio corpo, eterniza o instante do gesto e suas micronarrativas, as quais jogam com o real e o ficcional. A pintura torna-se sujeito, regula as relações prévias, bem como a escolha das imagens e conclui, como ato final, a obra. Em um universo de mistério, vontade de conhecer e sair dos limites, Helena Almeida apresenta-nos momentos específicos e densos.
A conversa foto-fílmica sobre a obra de Helena Almeida, possivelmente o primeiro momento de debate público sobre sua obra, após seu recente falecimento, presta uma homenagem a essa brilhante artista portuguesa, que nos brinda e nos interroga com sua arte hibrida e enigmática.

por
Ana Lúcia Mandelli de Marsillac

Helena Almeida

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29 Nov
Alexandre Estrela
chair Filippo De Tomasi
6:00pm-7:30pm | Arquivo Municipal de Lisboa | Videoteca

Para a segunda sessão propomos um encontro com o artista Alexandre Estrela. A produção artística de Alexandre Estrela (Lisboa, 1971) expande-se espacialmente e temporalmente através de diferentes suportes. Cada peça é uma reflexão sobre a “imagem” em si enquanto entidade autónoma que não pode ser banalmente reduzida ao campo da representação. Estrela problematiza os elementos que constituem o ato da percepção, desconstruindo a visão em outras dimensões sensíveis, na perspetiva do invisível e do não ouvido. Entre as suas exposições individuais contam- se Knife in the Water (Travesía Cuatro, Madrid), Lua Cão (com Gusmão e Paiva, Galeria Zé dos Bois e Kunstverein München, 2017) e Cápsulas de Silencio (Museo Reina Sofia, Madrid, 2016). Participa igualmente em exposições colectivas e bienais com regularidade, como Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra (2017) ou L’Exposition d’un Rêve (Gulbenkian Foundation Paris, ACMI Melbourne e TATE Modern, 2017). Em 2007 fundou o Oporto, espaço artístico independente em Lisboa, onde programa sessões de filme experimental.

Moderadores: Filipa Cordeiro e Filippo De Tomasi

Memória

O artista português Alexandre Estrela (n. 1971) foi o convidado da segunda “Conversa foto-fílmica” proposta pelo Observatório em Estudos Visuais e Arqueologia dos Média (EVAM), que decorreu no dia 29 de novembro de 2018, no Arquivo Municipal de Lisboa | Videoteca. No espaço íntimo da sala de projeções da Videoteca, perante cerca de 30 pessoas, os doutorandos Filipa Cordeiro (IFILNOVA/EVAM) e Filippo De Tomasi (EVAM) conversaram com Estrela acerca da sua prática e produção artísticas, seguindo como fil rouge a relação entre som e imagem. Após uma breve apresentação da Videoteca pelo seu coordenador, Fernando Carrilho, bem como do projeto “Conversas foto-fílmicas” e do convidado pelos dois doutorandos, o artista teve a possibilidade não apenas de mostrar algumas das suas obras fundamentais, como Sem Sol (1999), Hear here (2002), Um homem entre quatro paredes (2008) e Pockets of Silence (2015), como também de partilhar com o público experiências e ideias com elas relacionadas, criando um verdadeiro e interessante diálogo. O tema lançado permitiu ao artista relacionar o seu trabalho com numerosos outros tópicos, entre os quais os jogos de ilusão perceptiva, a resistência material e física dos corpos e/ou a atenção visual.

A primeira obra mostrada, Sem Sol, foi introduzida como paradigmática da relação entre som, imagem e linguagem que se desenha em várias das suas sucessivas obras. Estrela referiu que os títulos das suas peças são amiúde permeados por ambiguidades linguísticas, e que constituem extensões, ou até mesmo catalisadores, dos conteúdos sensíveis das obras. O título Sem Sol, por exemplo, pode ser lido duplamente como referindo-se à nota musical sol ou ao astro, que aparece representado no vídeo. Assim, segundo o artista, o título do vídeo serviu de motor para a sua montagem: as notas sol foram retiradas da banda sonora que acompanha as imagens, e frames a negro foram inseridos nesses momentos de silêncio, numa dupla ação de apagamento. A discussão das seguintes três obras apresentadas permitiu aprofundar as questões já suscitadas pela primeira, entre elas o aparecimento do silêncio, do negro e de intervalos de suspensão (nos quais persistem memórias retinianas ou sonoras) na obra do artista. A conversa, pontuada pela troca de ideias com o público, colocou em evidência a permeabilidade entre os domínios conceptual e sensorial que marca a obra de Alexandre Estrela. Constituiu um momento de partilha enraizado numa sensibilidade especificamente artística e no reconhecimento da importância do encontro com a singularidade das obras de arte enquanto geradoras de pensamento.

Por Filipa Cordeiro e Filippo De Tomasi

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20 Dec
O Terror dos Álbuns Fotográficos: Guerra Colonial e Arte Contemporânea
by Afonso Dias Ramos
chair Anelise Modardo and Inês Isidoro
6:00pm-7:30pm | Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico

Esta sessão pretende explorar alguns dos modos como a arte contemporânea tem abordado casos de violência explícita no período da guerra colonial. Em particular, procura destacar-se o lugar fundamental e negligenciado da fotografia nestes processos históricos, tanto no modo instrumental como se articulou diretamente com a brutalidade do conflito, como no leque de estratégias experimentais a que tem dado lugar no trabalho de artistas, cineastas e escritores, afim de rever e reimaginar o passado contestado. Que significa descolonizar a memória visual de tais eventos? E porque nos falha tão clamorosamente a teoria fotográfica neste propósito?

Afonso Dias Ramos é bolseiro pós-doutoral no Forum Transregionale Berlin (2018-19), afiliado na Freie Universität Berlin. Obteve o mestrado (2013) e o doutoramento em História da Arte no University College London (2017), com uma tese sobre as relações entre violência política e fotografia na arte contemporânea, explorando o recente legado artístico das várias guerras em Angola (1961-2002) a partir de países como África do Sul, Angola, Cuba, Portugal ou EUA. Trabalhou também no Museu Calouste Gulbenkian, após concluir a licenciatura em História da Arte na Universidade Nova de Lisboa (2011).

Moderação: Inês Isidoro e Anelise Mondardo

Afonso Dias Ramos

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31 Jan
André Príncipe
chair Filipa Cordeiro and Maura Grimaldi
6:00pm-7:30pm | Arquivo Municipal de Lisboa | Videoteca

Nesta sessão, propomos um encontro com o artista André Príncipe, cujas imagens devolvem um olhar a um tempo pensativo e extático sobre o quotidiano, sondando os seus espaços limítrofes. Fundada numa insistente prática diarística, a obra de Príncipe interroga a deriva das imagens entre a fotografia, o cinema e o livro. Com a Pierre von Kleist, editora de que é fundador e co-editor, dedica-se igualmente à exploração dessas linguagens.

André Príncipe (Porto, 1976) expõe regularmente desde 2004, contando-se entre as suas exposições individuaisElefante no MAAT e Non-Fiction no Centro Cultural Vila Flor (2018), Master and Everyone (2011), Smell of Tiger Precedes Tiger (2009) e Tunnels (2005), na Galeria Fernando Santos e Walls no Centro Português de Fotografia (2005). Realizou e co-realizou curtas e longas metragens, como Campo de Flamingos sem Flamingos (2013) e Traces of a Diary (com Marco Martins, 2011). Publicou nove livros: Non-Fiction (2018), You´re living for nothing now, Book 1,2,3, (2015), Tokyo Diaries, com Marco Martins (2014), Smell of Tiger Precedes Tiger (2012), Perfume do Boi (2012), I thought you knew where all of the elephants lie down (2011), Master and Everyone, (2010), todos editados pela Pierre von Kleist, e Tunnels, (Edições Booth-Clibborn, Londres, 2005).

Moderadores: Filipa Cordeiro e Maura Grimaldi

Memória

O fotógrafo, realizador e editor André Príncipe foi o convidado da quarta sessão das Conversas Foto-fílmicas, que teve lugar a 31 Janeiro, no Arquivo Municipal de Lisboa – Videoteca. A conversa foi estruturada em torno da projecção de três cenas de filmes do artista, dedicadas ao acto de fotografar. Em Traces of a Diary (2011), filme co-realizado com Marco Martins, observou-se a prática fotográfica de Daido Moriyama nas ruas de Tóquio com uma câmara de 35 mm. Em Before the Ghost House (2010), o próprio convidado é filmado a fotografar em médio formato, numa aldeia da Mongólia. Por fim, a cena de Campo de Flamingos sem Flamingos (2013) centrou-se no artista André Cepeda, que percorre com uma câmara de grande formato as ruas do Porto. A sucessiva passagem entre filmes, locais e formatos permitiu explorar diversos aspectos da obra de André Príncipe, tais como a viagem, o limiar da comunicação e a intervenção do acaso como forças-motrizes da sua prática, assim como a influência das condições de produção nas escolhas formais e a temporalidade inerente a cada formato fotográfico. Um segundo momento focou-se na itinerância das suas imagens entre os espaços do cinema, da exposição e do fotolivro, meio em que Príncipe tem desenvolvido uma relevante produção enquanto autor e co-editor da Pierre von Kleist. Durante a conversa circularam entre o público as publicações impressas do fotógrafo, que amiúde contêm imagens captadas nas mesmas viagens que motivaram os filmes. Partindo da materialidade do livro de artista, discutiu-se a questão da montagem, entre o cinema e a fotografia, e as especificidades da sua produção e recepção. A conversa permitiu, assim, abordar vários aspectos de uma produção multifacetada, em diálogo com o público.

André Príncipe

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20 Fev
Helena Corrêa de Barros
chair Ana Catarina Caldeira and Inês Isidoro
6:00pm-7:30pm | Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico

Nesta sessão, propomos um encontro com o trabalho fotográfico de Helena Corrêa de Barros (1947-1972),cujas imagens em Kodachrome retractam as viagens “de uma família abastada em pleno regime salazarista” (Filipa Lowndes Vicente). A sua prática fotográfica inspira-nos vários pontos de discussão e reflexão: a história das tecnologias fotográficas, a relação entre amadorismo e profissionalismo, o papel das mulheres na fotografia, as confluências e diferenças entre o vídeo e a fotografia.

Convidámos à conversa três intervenientes: Inês Sapeta Dias doutorada em Ciências da Comunicação (UNL/FCSH) com uma tese sobre a programação do cinema. Inês organiza programas de cinema desde 2004, sobretudo na Videoteca do Arquivo Municipal de Lisboa onde recentemente foi responsável pelo lançamento de projectos como Traça – Mostra de Filmes de Arquivos Familiares, Topografias Imaginárias ou O que é o Arquivo?Em 2008 finalizou o filme Retrato de Inverno de uma paisagem ardida (16mm, 40′) com o apoio financeiro do ICA/RTP.

A curadora da exposição “Helena Corrêa de Barros – Fotografia a minha viagem preferida” Paula Figueiredo Cunca será a segunda convidada. Paula Figueiredo Cunca é Licenciada em Filosofia e mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação com a dissertação Snapshot,- Fotografia de Ocasião, Imagens Privadas e é autora de várias conferências e artigos sobre fotografia de família. Investigadora no Arquivo Municipal de Lisboa/ Fotográfico co-comissariou a exposição Ana Maria Holstein Beck – álbuns de família (2013) com Luís Pavão. Em 2016 produziu o texto “A Fotografia da Cidade (1898-1912)” para a exposição Lisboa Uma Grande Surpresa (2016).

A terceira convidada é Inês Vaz Pinto, neta de Helena Corrêa de Barros. Inês Vaz Pinto nasceu em 1961, em Lisboa e licenciou-se em Ciências Históricas fazendo posteriormente um mestrado em Arqueologia Clássica na Universidade do Arizona, em Tucson. Inês Vaz Pinto foi professora na Universidade Lusíada de 1987 a 2006 e doutorou-se em 1990. Desde 2006 que é a arqueóloga responsável das Ruínas Romanas de Tróia. Os seus temas de investigação enquadram-se na arqueologia romana com umas incursões no fabrico tradicional da cerâmica e do vinho. Tem um grande interesse por fotografia mas faz essencialmente fotografia arqueológica tendo muitas fotografias publicadas em livros técnicos.

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28 Mar
coisas de lá / aqui já está sumindo eu III
by Ana Gandum e Daniela Rodrigues
chair Marta Vilar Rosales
6:00pm-7:30pm | Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico

As convidadas deste ciclo serão Ana Gandum e Daniela Rodrigues. A moderação estará a cargo de Marta Vilar Rosales (ICS – ULisboa​).

coisas de lá / aqui já está sumindo eu parte de duas investigações académicas distintas, com um universo de pesquisa comum: a circulação de coisas [objectos e fotografias] no contexto transnacional de migrações portuguesas para o Brasil.
Num primeiro momento, o projecto consistiu numa instalação de objectos pessoais trazidos de Portugal para o Brasil, diários de campo, diapositivos, narrativas e impressões fotográficas. A instalação decorreu de 6 a 8 de Outubro de 2016 na #8 Monográfica da galeria Saracvra, no Rio de Janeiro e foi acompanhada de uma publicação. Esta explorava o conceito de catálogo
como elemento compósito, documental e classificatório das coisas em análise: objectos que circularam nas malas de portugueses em trânsito entre Portugal e o Brasil entre 2015 e 2017 / souvenirs fotográficos na trama de correspondência entre os dois países até inícios da década de 1970.
Qual fichário em aberto, a primeira versão da publicação previa o encarte de textos adicionais e a integração contínua de novos itens em fichas catalográficas. A 11 de Março de 2017 uma versão ampliada com novas fichas foi lançada no Arquivo 237, no âmbito da FACA – Festa de Antropologia e Cinema, em Lisboa. Aí, um dos exemplares foi desmontado e as suas fichas catalográficas dispersas pelos visitantes.
Publicamos agora a terceira e última versão de coisas de lá / aqui já está sumindo eu. A esta foram acrescentados novos textos, sendo algumas das fichas anteriores substituídas ou alteradas.
O livro tem o apoio da livraria STET e estará em pré-venda neste evento.

FICHA TÉCNICA
Título: coisas de lá / aqui já está sumindo eu III
Autoras: Ana Gandum e Daniela Rodrigues
Organização: Adriano Mattos Corrêa, Ana Gandum e Daniela Rodrigues
Edição: Escola de Arquitetura UFMG, Belo Horizonte, Brasil
Ano: 2018
Projecto Gráfico: Ana Cecília Souza, André Victor e Rita Davis
Ilustrações: Daniela Rodrigues
Formato: 10,5 x 15cm
Tipologia: Circular STD e Sabon
Papel: Kraft 200g (capa); Pólen Bold 90g e Pólen Soft 70g
Número de Páginas Finais: 205
ISBN: 978-85-98261-12-6

Impresso na Guide, 2018
Publicação afecta a duas pesquisas financiadas pela FCT

BIOS

Ana Gandum (n. Évora, 1983) é uma historiadora e fotógrafa que pesquisa a história das imagens fotográficas e cultura material. Dedica-se à escrita de textos independentes e académicos e à pesquisa em arquivo, assim como a exposições com fotografias, objectos e publicações que frequentemente recorrem a fotografia vernacular. Concluiu recentemente um Doutoramento em Estudos Artísticos – Arte e Mediações pela Universidade Nova de Lisboa – FCSH, sobre fotografias enviadas como recordações nas correspondências entre portugueses migrados no Brasil e seus familiares em Portugal.

Daniela Rodrigues (n. Lisboa, 1984) é Antropóloga e Ilustradora. Está a terminar um Doutoramento em Políticas e Imagens da Cultura e Museologia onde estuda a relação entre pessoas e objectos do quotidiano em contextos de mobilidade migratória entre Portugal e o Brasil. Interessa-se sobretudo sobre os campos da cultura material e do desenho etnográfico.

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29 Apr
Thomas Wilfred’s Clavilux Junior: Mobile Colorand the home entertainment for the future of art
by Pierre-Jacques Pernuit
chair Filippo De Tomasi
6:00pm-7:30pm | Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico

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