Alexandra Canaveira de Campos no Festival AVANCA

Alexandra Canaveira de Campos, doutoranda do GI Performance e Cognição (P&C)  do ICNOVA, participou na 10.ª Conferência Internacional de Cinema – Arte, Tecnologia, Comunicação – Avanca – com uma comunicação intitulada “Show and/or tell: what is the role of historical dance in period cinema? And what memory of the history of dance are we left with?”. O evento teve lugar em Avanca, Portugal, de 24 a 28 de julho.

Abstract

To the often-studied relationship between dance and cinema, kindred arts of the moving body-moving image, I propose to add an original analysis of the relationship between the sub-genres of historical dance (in particular the social and theatrical dances of the seventeenth and eighteenth centuries) and period cinema. To that end, it is not only important to question the extent to which dance is merely illustrative, or serves as a narrative instrument in this type of films, but also how period cinema contributes to the construction of a historical memory of dance.
There are several contexts that justify the introduction of a staged dance on film and they depend on a number of choices on the part of the artistic team. In period cinema these choices are particularly delicate, especially when the “world of the play” is relatively unconcerned with historical accuracy. Based on a selection of films including Valmont (1989), by Milos Forman, Jefferson in Paris (1995), by James Ivory, Le Roi danse (1999), by Gérard Corbiau, Marie Antoinette (2006), by Sofia Coppola, and Alan Rickman’s A Little Chaos (2014), I analyse the criteria for the introduction of dance scenes, and reflect not only on their aesthetic and metaphorical effects, but also on their power of transmission, as well as of (de)construction, of a stereotype of historical dance. | + info

Resumo

Da relação muito estudada entre dança e cinema, duas artes da imagem e do movimento, proponho uma análise original da relação entre os sub-géneros da dança histórica (em particular as danças sociais e teatrais dos séculos XVII e XVIII) e do cinema de época. À pergunta, mais comum, se a dança apenas ilustra a história ou se é um instrumento narrativo, acrescento outra, menos habitual nestas reflexões, e que diz respeito à construção de uma memória da história da dança a partir deste tipo de filmes.
Os contextos que justificam a introdução de uma dança encenada em filme são múltiplos e dependem de uma série de escolhas da equipa artística. No cinema de época estas escolhas são particularmente delicadas, sobretudo quando o “world of the play” está longe de uma preocupação com o rigor histórico do período em questão. A partir de uma selecção de filmes que inclui, entre outros, Valmont (1989), de Milos Forman, Jefferson in Paris (1995), de James Ivory; Le Roi danse (1999), de Gérard Corbiau; Marie Antoinette (2006), de Sofia Coppola; e A Little Chaos (2014), de Alan Rickman, analisaremos os critérios para a introdução das cenas com dança e reflectiremos sobre o seu efeito estético e metafórico, mas também sobre o seu poder de transmissão e de própria construção de uma memória da história da dança.

2020-04-07T16:12:52+00:00