Ciclo de Cinema ERA UMA VEZ EM GOA: IDENTIDADE E MEMÓRIAS NO CINEMA (Museu do Oriente, Lisboa)

Museu do Oriente – 4, 8, 13, 18, 22, 27 e 29 Setembro
Auditório e Sala Beijing, 18h00
Comissária | Maria do Carmo Piçarra
Entrada Gratuita, mediante levantamento prévio de bilhete


Este ciclo de filmes – cujo título, “ERA UMA VEZ EM GOA”: IDENTIDADE E MEMÓRIAS NO CINEMA, homenageia Paulo Varela Gomes – desvenda olhares sobre Goa antes e imediatamente após a integração do território na Índia, em 1961, além de olhares contemporâneos – documentais sobretudo –, de realizadores portugueses e goeses que problematizam cinematograficamente a sua complexidade identitária e cultural.

Nesse âmbito, são apresentados filmes de arquivos públicos – da  Rádio e Televisão Portuguesa, do Centro de Audiovisuais do Exército (CAVE), da Filmoteca Española –, por vezes desprovidos de som, que serão comentados por especialistas. Em contracampo aos filmes “oficiosos”, produzidos pela propaganda, serão mostradas investigações de realizadores não goeses, como o muito pessoal Eternal Foreigner (2003), de Paula Albuquerque, e Pátria Incerta (2005), de Inês Gonçalves e Vasco Pimentel ou A Dama de Chandor (1998), de Catarina Mourão (cópia apresentada após restauro apoiado pela Fundação do Oriente). Apresentar-se-ão ainda filmes goeses contemporâneos, documentais e um filme ficcional konkani, que fixam percepções pessoais mas que atestam quer a singularidade identitária goesa quer um cuidado em fixar as alterações culturais e da ecologia do território. O primeiro filme ficcional konkani, Mogacho Anvddo (1950) foi filmado, em Goa, por Jerry Braganza, ainda durante o colonialismo português. Digant (2012), de Dnyanesh Moghe, é um filme ficcional que participa no esforço de manutenção de uma produção de cinema local, em koncani, estando ligado, pela abordagem temática, às preocupações, pela via documental, de outros realizadores goeses. Agrupados sob o título “Comunidades goesas e culturas em filmes documentais”, Caazu (2015), de Ronak Kamak; Dances of Goa (2012), de Nalini Elvino de Sousa; Shifting Sands (2013), de Sonia Filinto e Saxtticho Koddo – O Celeiro de Salcete (2018), de Vince Costa reflectem sobre práticas ancestrais que estão hoje ameaçadas. Neste encontro, entre Portugal e Goa através do cinema, I Am Nothing, de Ronak Kamat, fixa aspectos da vida e obra de Vamona Navelcar, um dos maiores vultos da pintura na Índia, que afirma a sua identidade goesa sem esquecer nunca a sua ligação a Portugal.

Mais info: http://www.museudooriente.pt/3563/era-uma-vez-em-goa:-identidade-e-memorias-no-cinema.htm#.XWuekyhKjSE

Cartaz ERA UMA VEZ EM GOA
Cartaz ERA UMA VEZ EM GOA

2020-04-06T22:09:20+00:00