Álvaro Costa de Matos no III Colóquio de Olisipografia 

Álvaro Costa de Matos, investigador colaborador do ICNOVA e assessor do Gabinete do Diretor Municipal da Câmara Municipal de Lisboa, profere a comunicação Júlio de Castilho. Um publicista em fim de século… no III Colóquio de Olisipografia dedicado a Júlio de Castilho, Vida e Obra, que decorre de 21 a 23 de novembro de 2019 no Teatro Aberto. O evento é promovido pelo Gabinete de Estudos Olisiponenses e Museu de Lisboa – EGEAC, em parceria com a Associação dos Arqueólogos Portugueses e o Grupo Amigos de Lisboa.

Resumo

A imprensa afirmou-se no século XIX como a “maior força social”. A imprensa era a “democracia”, a nova medida de todas as coisas, o “quinto poder do Estado”! Os jornais eram tão poderosos que a principal organização dos partidos eram os seus jornais, com a redacção a servir de sede. Como tal, não serviam apenas para noticiar factos ou opinião individuais, mas sobretudo para estabelecer a boa opinião, aquela que correspondesse ao “espírito do século”. A isso se chamava na época o “apostolado da imprensa”. Eram os jornais, portanto, quem marcava a agenda política e pressionava ou defendia os governos. Eram eles os grandes formadores da opinião pública. E era neles que se formavam os futuros quadros políticos do país, criando “a nova e importante classe dos jornalistas, na qual entraram, ou nela se formaram, poetas, historiadores, críticos, filósofos e homens de grande valia nas ciências e nas letras e dela saíram para as cadeiras das câmaras ou dos ministérios e para os mais altos lugares do estado” (António Augusto Teixeira de Vasconcelos, 1859). Ora, Júlio de Castilho é igualmente um “produto” deste ambiente cultural, pelo que pretendemos com esta comunicação problematizar um aspecto pouco trabalhado nos estudos sobre a sua vida e obra: a relação de Júlio de Castilho com a imprensa e o papel que esta teve na vida e obra do “pai” da moderna Olisipografia.

2019-10-12T11:40:54+00:00