ICNOVA suspende eventos científicos/COVID-19

De acordo com o nº 3 do Despacho da Reitoria de 9 de Março de 2020 – Elevação das Medidas Contingência para o nível superior, o ICNOVA suspendeu os seus eventos científicos e reuniões presenciais agendadas para os próximos dias/semanas.

O ICNOVA vai procurar resolver e dar apoio a todas as atividades e questões dos investigadores, através dos contactos habituais do ICNOVA, e através dos Coordenadores de GIs e Labs.

No caso dos doutorandos estamos também disponíveis, tutores, orientadores e coordenação dos cursos, para dar todo o apoio sempre que necessário.

Nesta fase muito crítica vamos então manter-nos o mais possível nas nossas residências em regime de teletrabalho, recorrendo às plataformas digitais e aos sistemas de videoconferência (ver ponto 6).

  1. VER ATUALIZAÇÕES DA NOVA SOBRE COVID-19:

https://www.unl.pt/nova/atualizacoes-sobre-covid-19-13-marco-nova-sbe-e-nova-ims-com-instalacoes-encerradas

  1. Encerramento de bibliotecas da NOVA FCSH

Face aos desenvolvimentos registados em termos de impactos e propagação do COVID-19 em Portugal e na sequência do comunicado do Sr. Diretor de 13 de março, do comunicado do Conselho de Ministros de 12 de março e das decisões da Universidade Nova de Lisboa, comunicadas a 11 de março, teremos de tomar medidas sobre as bibliotecas da NOVA FCSH.

Assim, informamos que a Biblioteca Mário Sottomayor Cardia será encerrada ao público já a partir deste sábado, dia 14 de março, por tempo indeterminado. Por este motivo, todos os empréstimos em curso serão prolongados e não será possível efetuar empréstimos domiciliários ou devoluções.

A Biblioteca Vitorino Magalhães Godinho, cuja reabertura no Colégio Almada Negreiros estava prevista para o próximo dia 16, permanecerá encerrada, bem como a Mapoteca.

A situação será reavaliada pela Universidade Nova de Lisboa a 13 de abril. Agradecemos a vossa compreensão e mantemos-mos à disposição através dos contactos:

Biblioteca Mário Sottomayor Cardia – bibliotecamsc@fcsh.unl.pt

Biblioteca Vitorino Magalhães Godinho – bibliotecavmg@fcsh.unl.pt

Mapoteca – mapoteca@fcsh.unl.pt

  1. NOVA FCSH suspendeu todas as atividades presenciais:

https://www.fcsh.unl.pt/nova-fcsh-suspende-todas-as-atividades-presenciais/

  1. Perguntas e respostas sobre o Coronavírus e informação sobre o Plano de Contingência da NOVA

https://www.fcsh.unl.pt/perguntas-e-respostas-sobre-o-coronavirus-e-plano-de-contingencia-da-nova/

  1. Mensagem do Reitor, Prof. João Sàágua

http://mkt.unl.pt/vl/5f7c54-ce3-dd8809b6–361b-dd4326349111df5e1aedKW7e1Xn6e11dbd-64b2

  1. Sistemas de videoconferência

Por força do contexto criado pela epidemia do vírus corona, as soluções fornecidas pela FCCN para videoconferência e aulas online (Zoom, Colibri) têm apresentado situações frequentes de sobrecarga.

Uma forma simples de criar aulas online na NOVA FCSH é através da aplicação Google Reunião (“Hangouts Meet” em inglês). Simples, porque a conta institucional da NOVA FCSH, que todos os investigadores/docentes e alunos possuem, permite o acesso direto a esta aplicação, tal como às outras aplicações Google (Gmail, Drive, Calendário, etc.).

Para facilitar, os dias e horas das aulas podem coincidir com os horários já existentes. Mas o docente terá, seja qual for a aplicação de videoconferência que usar, que (a) criar as aulas e (b) convidar os alunos.

Veja na seguinte link uma breve apresentação do funcionamento da aplicação:

Como criar uma aula online com o Hangouts Meet (Google Reunião)

Esta aplicação não substitui o Moodle nem o Nonio que, ao nível pedagógico, são usados na nossa Faculdade mais para a distribuição de informação e documentação e recolha de trabalhos. Poderá, pois, continuar a usar estes programas como complemento às aulas online.

Para mais esclarecimentos, não hesitem em contactar o Núcleo de Informática, para as extensões 1291, 1275 ou para o e-mail videoconferencia@fcsh.unl.pt.

Ver também: FCCN disponibiliza várias plataformas para Ensino a distância

https://pplware.sapo.pt/software/covid-19-fccn-disponibiliza-varias-plataformas-para-ensino-a-distancia/

7.  Nota do Director da NOVA FCSH de 17/3

Vivemos tempos difíceis e verdadeiramente inauditos. Ontem foi o dia 1 da suspensão de todas as actividades lectivas e não lectivas presenciais. A adaptação da comunidade NOVA FCSH a esta situação absolutamente excepcional que atravessamos tem sido exemplar.

Os/as nossos/as docentes ajustaram as suas aulas a práticas de ensino a distância, em diferentes modalidades e com notável dedicação e rapidez.

Os/as nossos/as investigadores/as adaptaram a sua actividade às novas circunstâncias, agravadas pelo encerramento do Colégio Almada Negreiros, o que não terá sido e não estará a ser fácil.

Os/as nossos/as funcionários/as passaram a trabalhar em regime de teletrabalho, mantendo horários laborais e capacidade de resposta através de e-mail e de linhas de telefone criadas especificamente para esse efeito. Têm sido de uma dedicação inexcedível.

Os/as nossos/as estudantes têm igualmente aderido ao ensino a distância e sem eles/elas e sem o seu empenho esta transição não estaria a correr tão bem. É justo, nesta hora, que é de enorme exigência, realçar a responsabilidade, a serenidade e o acompanhamento que a Associação de Estudantes, que representa os/as alunos/as da NOVA FCSH, tem mantido, sempre que necessário em articulação com a Direcção da Faculdade.

A hora é difícil e põe à prova a nossa responsabilidade individual e social, assim como o nosso sentido de cidadania. A NOVA FCSH, todos/as nós e cada um/a de nós, saberá estar à altura do tempo que vivemos. Com serenidade, com responsabilidade, mantendo a nossa missão e o nosso serviço públicos, superaremos as adversidades.

Confiemos uns/umas nos/as outros/as e daqui a algum tempo reencontrar-nos-emos na nossa NOVA FCSH, seja na Avenida de Berna, seja no Colégio Almada Negreiros. Até lá, cuidem de vós e de todos/as.

Francisco Caramelo
Director

8. Mensagem do Reitor, Professor Doutor João Sàágua de 22 /03

Caros membros da Comunidade NOVA,

Tendo sido decretado o estado de emergência em Portugal no passado dia 18 de março de 2020, o Governo promulgou um decreto de lei que determina um conjunto de medidas que entraram em vigor a 22 de março de 2020, as quais visam conter a transmissão do novo coronavírus e a expansão da doença COVID-19.

Assim, em linha com as orientações do Governo, procurando garantir o regular funcionamento da instituição e respeitando todas as normas de saúde pública, a Universidade NOVA de Lisboa, determina que, a partir de dia 23 março de 2020:

1. O trabalho à distância ou teletrabalho passa a ser aplicado a todos os trabalhadores da NOVA, com exceção das situações em que é imperioso continuar a assegurar trabalho presencial;

2. São considerados serviços essenciais com necessidade de presença física dos trabalhadores em instalações da NOVA:

a. Atividades tecnológicas, médicas e biológicas, associadas à investigação científica, incluindo laboratórios, cabendo aos Diretores das Unidades Orgânicas determinar os serviços essenciais que terão de continuar a ser garantidos;

b. Serviços prestados nas cantinas e residências, que deverão ser assegurados através de um regime de rotatividade dos trabalhadores afetos a esta atividade;

c. Serviços de manutenção, limpeza e vigilância dos edifícios e espaços exteriores/verdes;

d. Serviços mínimos administrativos, técnicos e financeiros necessários ao funcionamento da Universidade no atual contexto.

3. Cada trabalhador que necessite de deslocar-se fisicamente para qualquer das instalações da NOVA, para efeito de cumprimento dos serviços essenciais ou de suporte aos mesmos, deverá preencher uma declaração (ver despacho) que terá de ser autorizada pelo Reitor ou Diretor da Unidade Orgânica, conforme se aplique.

As medidas que aqui partilho com todos podem ser consultadas em maior detalhe no Despacho Reitoral Nº122 / 2020, cabendo aos Diretores das Unidades Orgânicas, por minha delegação, especificar a implementação de algumas destas medidas. A NOVA atualizará a informação, sempre que se justifique, através do seu website (www.unl.pt).

Continuo a acompanhar pessoalmente, e em permanência, o evoluir da situação, juntamente com os Diretores das Unidades Orgânicas, monitorizando o regular funcionamento da atividade da NOVA.

Perante o atual contexto, sem paralelo, que o país e o mundo enfrentam, as medidas implementadas visam salvaguardar a segurança e a saúde da nossa comunidade. Relembro também que está nas mãos de cada um de nós a adoção de medidas e comportamentos responsáveis, seguindo as recomendações das autoridades de saúde. Só assim poderemos evitar a propagação desta pandemia.

Contem comigo para, juntos, superarmos as dificuldades pessoais, familiares e institucionais que estamos a enfrentar.

Com os melhores votos,

João Sàágua
Reitor da Universidade NOVA de Lisboa

9. Mensagem do Diretor da FCSH 9/04/2020

Caros/as colegas docentes e investigadores/as,
A NOVA FCSH encontra-se encerrada entre hoje e a próxima segunda-feira (inclusive), devido à tolerância decretada pelo Governo. Estranha forma de dizer, uma vez que desde há quase quatro semanas que nos encontramos a trabalhar em teletrabalho e a assumir as nossas aulas e o acompanhamento dos/as nossos/as estudantes à distância. Embora de portas praticamente fechadas há quase um mês, a NOVA FCSH tem mantido a sua actividade, apesar de todos os condicionalismos. A forma como os/as colegas docentes se adaptaram à situação, encontrando cada um/a a sua estratégia e metodologia de trabalho com os alunos, foi e tem sido absolutamente notável. Certamente com grande esforço pessoal, na medida em que investigar e orientar os/as seus/suas estudantes à distância são tarefas ainda mais exigentes e ter de gerir essa realidade em casa, tendo de conciliar essas obrigações com o acompanhamento familiar, torna-se ainda mais difícil. Essa adaptação foi, de acordo com muitos relatos que me chegam, extremamente rápida, solidária, convicta.
Não esquecemos que a nossa vocação é a de sermos uma universidade de ensino presencial, onde as interacções de ensino e aprendizagem, em sala de aula ou noutros contextos, são em contacto directo com os/as nossos/as estudantes. E assim queremos e devemos continuar a ser. Por isso, apesar do esforço notável do nosso corpo docente, anseio, certamente como os/as colegas, pelo momento, quiçá já não este semestre, em que regressaremos à sala de aula e ao convívio e interacção com os/as nossos/as alunos/as.
Também os/as nossos/as investigadores/as atravessam um momento complexo. Apesar de vários prazos terem sofrido prorrogações, particularmente os da FCT, a verdade é que a preparação de candidaturas e a execução e investigação associada aos projectos em curso encontram-se altamente condicionadas actualmente.
A todos/as, quero transmitir uma palavra de amizade e de ânimo. Apesar dos tempos difíceis, acredito que superaremos estas dificuldades. A NOVA FCSH não parou e tem respondido muito bem a tudo o que dela se exige. Isso deve-se a vós. Quero agradecer-vos em nome da NOVA FCSH. Acredito que nos reencontraremos em breve na nossa casa comum. Já faltou mais. Cuidem de vós e das vossas famílias.
Abraço amigo,

Francisco Caramelo
Director/Dean

10. Mensagem do Reitor da NOVA 10/04/20

Caras e caros membros da Comunidade NOVA,

Nesta época, em que nos habituámos a ter uma pausa nas nossas actividades, mercê das férias lectivas, não quero deixar de vos dirigir algumas palavras, agora que vivemos tempos que nos põem permanentemente à prova, como pessoas e como membros da nossa Comunidade.

A necessidade de um recolhimento para a defesa da nossa saúde, da segurança dos que nos são mais próximos e, em geral, dos nossos concidadãos tem sido para todos nós a prioridade. E a NOVA pôs, desde início, um grande ênfase e um enorme esforço na criação e no fomento destas condições para todos os seus membros.

Mas, lançámos ao mesmo tempo um ambicioso projecto: o de não parar nenhuma das actividades essenciais, adaptando-as rápida e eficazmente à nova realidade, vencendo os desafios que as circunstâncias nos impuseram. Identificámos, de imediato, as áreas críticas, no ensino, na investigação – aqui com atenção especial aos nossos laboratórios que possam contribuir para combater a COVID –19, na ligação à sociedade e na administração da universidade, e mantivemos abertas, para todos os que delas precisam, as nossas residências universitárias e cantinas.

No final, posso dizer-vos que a NOVA está a funcionar, de forma inabitual, mas com a qualidade de sempre. Todos contribuímos para isto, e é algo de que todos nos devemos orgulhar! Temos agora que persistir sempre e continuar a adaptarmo-nos quando necessário. E estou certo que o faremos, ganhando este ano académico em todos os aspectos que verdadeiramente importam. Este é o nosso próximo desafio.

Termino, dirigindo-me a vós institucional e pessoalmente.

Institucionalmente, cabe-me o grato dever de agradecer a todos, docentes, investigadores e funcionários, que se empenharam incondicionalmente em manter a NOVA a funcionar. E dirijo uma palavra de gratidão muito especial aos alunos, que constituem a razão da nossa existência e que se adaptaram de forma extraordinária a todas as inesperadas mudanças.

Pessoalmente, peço a todos que aceitem um abraço amigo.

Boa Páscoa para vós e para os que vos são queridos.

João Sàágua

Reitor da Universidade NOVA de Lisboa

11- Mensagem do Reitor de 30/04/20

Caras e caros membros da Comunidade NOVA,

Dado o fim do Estado de Emergência determinado pelo Presidente da República, a Universidade NOVA de Lisboa vai proceder ao levantamento faseado e seguro das restrições que dele advinham.

A NOVA, que nunca parou em tempos de emergência, dirá, novamente, “presente!”.

Desde o início da crise pandémica, tenho-me (tele)reunido diversas vezes com os Diretores das Unidades Orgânicas (UO), com os Serviços de Ação Social e com as Associações de Estudantes, de forma a fazer um levantamento das necessidades, preocupações e desafios que todos enfrentamos. Neste período, têm sido elaborados relatórios quinzenais, que, agora, nos guiaram na identificação das áreas e atividades que devem ser objeto principal do levantamento das medidas de contenção para garantir o sucesso deste 2º semestre académico.

Dada a autonomia das UO, bem como a sua heterogeneidade e multidisciplinaridade, compete aos seus órgãos próprios, desde logo aos Diretores, o desenho, a aplicação e a comunicação das medidas concretas de regresso à atividade presencial, em quaisquer das suas áreas de atividade. Essas medidas devem respeitar o ” Plano Geral da NOVA para reativação faseada das atividades presenciais “, que foi objeto de Despacho Reitoral hoje também publicado.

O Plano é muito detalhado e deve ser lido com atenção. Ele prescreve, por exemplo, o uso obrigatório de máscaras – que serão disponibilizadas gratuitamente pela NOVA até ao final do semestre –, o distanciamento social obrigatório em todas as situações presenciais, e a preferência por ensino à distância e teletrabalho, sempre que possível.

Este Plano vigorará de 4 de maio a 31 de agosto, sendo permanentemente avaliado. Para isso, criei uma comissão de acompanhamento, que coordenarei, de forma a monitorizarmos este processo gradual de abertura e a revermos as nossas políticas, sempre que se justifique e que novas normas das autoridades sejam adotadas, consoante o evoluir da pandemia.

Estou certo de que neste regresso saberemos lidar e vencer os nossos três inimigos principais: o medo, o desânimo e o descuido. A interajuda, o espírito de serviço público e a nossa própria determinação individual são, mais do que nunca, essenciais.

Sempre focada na missão de servir a sociedade através do conhecimento, a NOVA irá abrir ao máximo as atividades presenciais necessárias, comprometendo ao mínimo a segurança de todos.

Com os melhores votos,

João Sàágua
Reitor da Universidade NOVA de Lisboa

12-Mensagem do Diretor da NOVA FCSH 25/05/20

Nos últimos dois meses, a vivermos um tempo extraordinário e inesperado, mergulhados numa perplexidade que nos sobressalta, temo-nos perguntado uma e outra vez sobre o que inexoravelmente mudou e sobre o que vai ser definitivamente diferente, no futuro.

Tenho para mim que, em tempos agitados como aqueles que atravessamos, com alguma facilidade nos pomos a traçar cenários e, não raramente, surgem os visionários, certos de tudo e da inevitabilidade do que nos espera. Tem sido assim, também, no que diz respeito ao ensino superior e ao futuro das universidades. Não será cedo para adivinharmos o impacto e os efeitos da pandemia sobre a forma como aprendemos e como ensinamos?

Temos lido e ouvido abundantes crónicas sobre como a pandemia acelerará a transformação digital no ensino e nas universidades. Tenho, como muitos/as certamente, reflectido sobre estas questões e acredito que atravessamos, desde meados de Março até ao presente, uma fase que nos obrigou a reagir e que terá seguramente consequências no próximo ano lectivo e nos seguintes. Vejo o presente e o futuro na NOVA FCSH em três tempos e a três velocidades.

O tempo da urgência e da reacção. A pandemia apanhou-nos de surpresa, mas demonstrou e deixou bem clara a nossa capacidade de resposta. A forma como, num tempo assinalado pela urgência, ajustámos as nossas actividades lectivas e as avaliações e reagimos a esse choque disruptivo foi, apesar de todas as dificuldades, uma prova da maturidade, da identidade e da coesão da NOVA FCSH. O recurso ao digital e ao ensino a distância foram precipitados pelas circunstâncias e foram urgentes.

Prestes a concluir o período lectivo, estou convicto de que estivemos à altura das nossas responsabilidades. Estamos agora paulatinamente, e cumprindo escrupulosamente as regras sanitárias, a regressar, preparando as avaliações de exames, que serão presenciais. Aproveitámos esta nova fase de desconfinamento, que teve início a quatro de Maio, para mostrar que a NOVA FCSH tudo faz e fará para garantir a segurança de todos/as, transmitindo confiança aos/às que a visitam. Queremos aproveitar os próximos meses, até ao final de Julho, para ensaiar e preparar o próximo ano lectivo.

O tempo da adaptação e da acção. Sabemos, todos/as nós, que o próximo ano lectivo será um tempo diferente daquele a que estávamos habituados/as até Março passado. Vamos organizar um sistema misto em que metade das aulas será no regime presencial e a outra metade será a distância. As aulas serão leccionadas nas salas da NOVA FCSH, mas apenas para metade dos/as alunos/as, acompanhando a outra metade essas aulas a distância. Este sistema misto assentará na rotação organizada e periódica dos/as alunos/as em sala de aula e daqueles/as que acompanharão as actividades lectivas através de vídeo-aulas. A duração das aulas sofrerá também pequenos ajustamentos para assim permitir uma organização dos horários mais eficiente.

Este sistema misto permitirá salvaguardar o distanciamento físico, por permitir manter menos alunos/as por aula em sala, uma vez que não teríamos capacidade para desdobrar turmas, não só porque não teríamos a tipologia e o número de salas adequados, como porque isso implicaria sobrecarregar a carga lectiva dos/as nossos/as docentes ou duplicar a contratação de novos/as professores/as. O próximo ano corresponderá a um tempo em que nos adaptaremos melhor e em que prepararemos de forma mais organizada a nossa acção. Por outro lado, estaremos também mais preparados/as para reagir, se tal for necessário. O recurso ao digital e ao ensino a distância será certamente um pouco mais consolidado e mais amadurecido. Não estaremos, todavia, perante uma verdadeira transformação digital.

O tempo da transformação. Não gosto de ver a pandemia nem como uma oportunidade nem como um acelerador da transformação digital, mas reconheço que a questão é incontornável e que algumas mudanças e adaptações dificilmente terão retorno. Este tempo impõe-nos a urgência de pensar o ensino superior, as suas metodologias, a forma como ensinamos e como aprendemos. Será, porventura, o contexto de reflexão mais densa e mais intensa sobre o ensino e aprendizagem nas universidades desde a Reforma de Bolonha. Esse tempo, o de uma verdadeira transformação digital aplicada ao ensino, pressupõe, no entanto, algumas condicionantes.

A primeira delas consiste em sabermos exactamente o que queremos. Pessoalmente, penso que a nossa vocação é e continuará a ser, no essencial, o ensino presencial e a interacção directa no ensino-aprendizagem. A transformação digital não deve visar alterar essa natureza, nem tornar a nossa universidade uma universidade de ensino a distância. Dito isto, considero que a inovação pedagógica e a reforma curricular, em curso na NOVA FCSH, devem ser atravessadas pelas novas possibilidades e potencialidades que a transformação digital pode trazer ao ensino e à pedagogia.

A segunda condicionante, verdadeiramente decisiva, consiste na formação e no apoio aos/às docentes. Faltou essa formação aquando da Reforma de Bolonha. Não pode faltar agora, caso contrário, arriscamo-nos a ver essa transformação digital e essa reforma falhar ou a não passar de um fogo-fátuo.

A terceira condicionante implica a capacidade da infra-estrutura tecnológica e o investimento necessário para tornar a transformação digital possível e isso depende naturalmente de meios financeiros adequados.

Finalmente, a quarta condicionante, não menos importante, a transformação digital no ensino, implica que sejam vencidas e resolvidas algumas das desigualdades que observámos neste tempo da pandemia, isto é, alunos/as sem computador e sem acesso à internet.

Em suma, estamos perante um desafio importante. Um desafio que nos deve motivar como docentes e à nossa capacidade de viver e de introduzir a mudança. Somos testemunhas e provavelmente actores num tempo a três velocidades.

Francisco Caramelo
Director
2020-05-25T15:43:26+00:00