Lançamento do livro “Práticas de arquivo em artes performativas”, de Cláudia Madeira, Fernando Matos Oliveira e Hélia Marçal

O livro “Práticas de arquivo em artes performativas” (Imprensa da Universidade de Coimbra) coordenado por Cláudia Madeira, Fernando Matos Oliveira e Hélia Marçal, vai ser apresentado por videoconferência Zoom no dia 22 de setembro (18h00). A obra agrega perspetivas sobre o que constitui o arquivo na contemporaneidade. O livro mostra como o arquivo se constrói, dissolve e simultaneamente se materializa em formas de memória e experiências incorporadas.

O tema da relação entre o arquivo e as artes performativas tem ocupado lugar de destaque no pensamento contemporâneo e se desdobra em diversas vertentes, seja no arquivo como processo, sua performatividade, o arquivo das práticas e ele próprio enquanto prática. O livro tem uma grande abrangência temática e olhar panorâmico sobre as práticas de arquivo em diversas inscrições particulares – performance, dança, teatro, música -, tanto no contexto nacional quanto no diálogo internacional.

A obra encontra-se em Open Access em http://monographs.uc.pt/iuc/catalog/book/105

Acesso: https://doi.org/10.14195/978-989-26-1954-5

Para assistir e participar no lançamento basta aceder a:
https://videoconf-colibri.zoom.us/j/94161010195?pwd=TGdJZzBaMi8xdWwzK0lvWnZsa0M3Zz09
ID da reunião: 941 6101 0195 Senha de acesso: 098919

Síntese

A relação entre o arquivo e as artes performativas tem vindo a ocupar um lugar de destaque no pensamento contemporâneo, desdobrando-se em diversas vertentes: o arquivo como processo, a performatividade do arquivo, o arquivo das práticas e o arquivo como prática. Este volume agrega perspetivas sobre o que constitui o arquivo na contemporaneidade, mostrando como este se constrói, dissolve e simultaneamente se materializa em formas de memória e em experiências incorporadas. O arquivo apresenta-se assim como uma categoria que se multiplica no discurso de colecionadores, arquivistas, investigadores, programadores, artistas e espectadores. Como universo plural, presente no discurso filosófico e historiográfico, traduz-se em documentos e em enunciados, continuamente arquivado e revificado, num movimento em se perdem e se ganham histórias. A leitura do índice deste livro é reveladora da abrangência temática e do olhar panorâmico que se procura lançar sobre as práticas de arquivo, em diversas inscrições disciplinares (performance, dança, teatro, música), em contexto nacional e em diálogo internacional.

 

BIO dos Autores

Cláudia Madeira professora auxiliar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Investigadora no Instituto de Comunicação da Nova (ICNOVA) e colaboradora do Instituto de História de Arte (IHA), nos quais é co-responsável pelas linhas de pesquisa “Performance Arte & Performatividades nas Artes”. Colabora no Centro de Estudos de Teatro (CET-FLUL), onde integra o projeto “PERPHOTO – Dramaturgias do Olhar: Cruzamentos entre Fotografia e Teatro no Contexto Português e Internacional”. Realizou o doutoramento em Sociologia, com um trabalho sobre “Hibridismo nas Artes Performativas em Portugal” (2007), e o pós-doutoramento com o projeto “Arte Social. Arte Performativa?” (2009-2012). É autora dos livros “Novos Notáveis: Os Programadores Culturais” (Celta, 2002), “Híbrido. Do Mito ao Paradigma Invasor?”(Mundos Sociais, 2010) e “Arte da Performance Made in Portugal. Uma Aproximação à(s) História(s) da Arte da Performance Portuguesa” (ICNOVA, no prelo 2020).

Fernando Matos Oliveira na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde coordena o doutoramento em Estudos Artísticos. Diretor do Teatro Académico de Gil Vicente e membro do Centro de Estudos Interdisciplinares do Séc. XX (CEIS20). Tem publicado ensaios sobre teatro, performance e poesia, sendo autor dos estudos “O Destino da Mimese e a Voz do Palco: O Teatro Português Moderno” (1997), “Teatralidades. 12 Percursos pelo Território do Espectáculo” (2003), “Poesia e Metromania. Inscrições Setecentistas” [1750-1820] (2008). Editou os volumes “Melodrama” (1996), “Conceitos e Dispositivos de Criação em Artes Performativas” (2017) e “Ensaios Ruminantes sobre a Obra Performativa de Patrícia Portela” (2017, com Thiago Arraias). Responsável pela pesquisa e edição de dois volumes de António Pedro, fundador do TEP: “Antologia Poética” (1998) e “Escritos sobre Teatro” (2001). Dirige a coleção Dramaturgia na Imprensa da Universidade de Coimbra e coordena o comité português da rede europeia EURODRAM.

Hélia Marçal professora auxiliar no Departamento de História da Arte na University College London. Coordenadora do Grupo de Trabalho de Teoria, História, e Ética, do Comité da Conservação do ICOM (International Council of Museums), e investigadora no Instituto de História da Arte na Universidade Nova de Lisboa. Doutorou-se pela Universidade Nova de Lisboa (2018) com um estudo sobre a conservação da arte da performance, e foi investigadora na Tate (Londres) de 2018 a 2020. Na Tate, colaborou no projeto “Reshaping the Collectible: When Artworks Live in the Museum” e com o Departamento de Conservação de Time-Based Media. Publicou artigos e capítulos de livros em diversos contextos, tendo também co-editado dois volumes e um número especial da Revista de História da Arte sobre a arte da performance em Portugal. Neste momento, prepara uma monografia sobre ativismo, performance, e conservação do património cultural. Leciona ocasionalmente na Universidade Nova de Lisboa.

 

Coordenação Cláudia Madeira, Fernando Matos Oliveira, Hélia Marçal
Edição Imprensa da Universidade de Coimbra – Coleção Olhares
Apoios LIPA – TAGV, CEIS20 – UC
Fotografia Conjunto de agendas/programas do Teatro Académico de Gil Vicente (várias datas), fevereiro de 2020 Cláudia Morais

2020-09-19T17:17:31+00:00