Maria do Carmo Piçarra assina capítulo no livro Macau (Tinta-da-china)

A investigadora do ICNOVA é autora do capítulo “Cinema Macau: passado e presente” no livro Macau: Novas Leituras (Edições tinta-da-china), organizado por Ana Paula Laborinho, Gonçalo Cordeiro, Marta Pacheco Pinto e Ariadne Nunes.

Disponível para compra no site: https://bit.ly/3pqY6sK

Resumo

Não obstante Macau – Cidade Progressiva e Monumental, feito em 1922 por Antunes Amor, ser a obra completa mais antiga da “colecção colonial” da Cinemateca Portuguesa, Macau quase não foi filmado por portugueses até à década de 50. Acresce que, à excepção do filme de Amor, todos os filmes portugueses feitos no território até meados do século XX estão perdidos e a história desta produção está quase por fazer. 

Só após o início da veiculação, pelo Estado Novo, da retórica luso-tropical, a cidade passou a ser mostrada, sobretudo em escassos documentários de propaganda. O fim da ditadura ditou um recuo do género documental, potenciando a produção portuguesa ficcional sobre Macau, a qual se desenvolveu a partir dos anos 80. 

Surgiu então uma abordagem em que o registo biográfico se misturou ora com elementos documentais ora espoletou narrativas ficcionais. Hoje, o cinema é a linguagem partilhada e potenciadora de colaborações entre realizadores portugueses que viveram no território e a primeira geração de cineastas macaenses em obras que reflectem as mudanças na paisagem e os vestígios coloniais servem um certo onirismo e nostalgia.

 

2021-02-03T12:47:23+00:00