ciclo Metamorfoses da Ópera | 25, 27 out. e 3 de nov.

O ICNOVA associa-se às celebrações do Dia Mundial da Ópera, uma iniciativa das organizações Opera America, Ópera Latinoamérica e Opera Europa, além de representantes da ópera pelo mundo.

Para celebrar a data, e em pareceria com o CESEM  – Centro de Estudo de Sociologia e Estética Musical, dinamiza  um “ciclo de Metamorfoses da Ópera”.

Organização: Cláudia Madeira
Grupo Performance & Cognição/ICNOVA 
Disciplina Teorias do Drama e do Espectáculo/ Licenciatura de Ciências da Comunicação NOVA FCSH
Parceria com o CESEM  – Centro de Estudo de Sociologia e Estética Musical

Que metamorfoses e reinvenções tem assistido a ópera na contemporaneidade? Que novos formatos têm surgido? Até que ponto algumas das características desta ideia de obra de arte total estão presentes no nosso quotidiano, nas nossas vidas? Que importância têm os seus conteúdos e temas para nós? Que relações estabelece a Ópera com outras artes?

Estas são algumas questões que estarão em debate a propósito da comemoração do Dia Mundial da Ópera, no dia 25 de Outubro, com a soprano, diretora e produtora artística Catarina Molder; dia 27 de Outubro, com o artista plástico Vasco Araújo e dia 3 de Novembro com o investigador e professor João Pedro Cachopo.

#WorldOperaDay #ICNOVA #CESEM

Programa 

Catarina Molder – A Ópera hoje
25 de Outubro de 2021, Dia Mundial da Ópera
Auditório 3, Torre B, FCSH/NOVA
14.00 h – 16.00 h 

Vasco Araújo –  Liebestod – Amor e Morte
27 de Outubro de 2021, 
Auditório 1, Torre B, FCSH/NOVA
12.00 h – 14.00 h

 João Pedro Cachopo– Cinema e Ópera
3 de Novembro de 2021 
Auditório 1, Torre B, FCSH/NOVA
12.00 h – 14.00 h

 

Biografias

Catarina Molder
Soprano, Direcção artística, Produtora

Natural de Lisboa, Catarina Molder possui o curso superior de canto pela ESML e uma pós-graduação em canto pela Hochschule für Musik und Theater de Hamburgo, como bolseira do governo alemão e da Fundação Calouste Gulbenkian.

A sua voz dramática move-se com num repertório que vai de Verdi e Puccini ao cabaret e à música contemporânea. Tem-se apresentado nos principais teatros, festivais e orquestras portuguesas e participado e criado projectos de cruzamento disciplinar.

Com o mote de apresentar ópera em formatos inovadores, projectando a tradição no futuro, para todos os públicos esta soprano visionária e polifacetada criou a sua própria estrutura, a Ópera do Castelo, onde lança e actua em formatos inovadores com ópera para todos os públicos, incluindo o audiovisual, criando numerosos espectáculos com cruzamentos disciplinares, projectos de ópera site-specific, apostando em espectaculos para públicos mais novos, na ópera portuguesa e em português, encomendando novas óperas e versões portuguesas de grandes óperas de repertório, lançando festivais de ópera em contexto urbano ao ar livre, de proximidade com o público. No audiovisual criou e apresentou para a RTP2 a série televisiva Super Diva, ópera para todos, cuja primeira série ganhou em 2013 o Prémio SPA para melhor programa televisivo, tendo produzido as 2 temporadas seguintes (2015 e 2018), presentemente em distribuição mundial e realizado a 3a, onde se destaca a participação das maiores estrelas mundiais de ópera e a estreia absoluta em TV do Twitter Ópera- breves óperas contemporâneas em formato de curta metragem, especialmente compostas para esta série. Em 2020 lançou um novo Festival de Ópera em Lisboa, Operafest Lisboa cruzando tradição e vanguarda, com uma programação variada, ao encontro de todos os públicos, onde ainda encarnou Tosca de Puccini, numa nova produção que co-encenou, tendo sido a sua 2ª edição 2021 um repetido sucesso. Presentemente encontra-se em pre-produção da uma série televisiva inédita de ficção operática em co-produção com a distribuidora alemã Unitel “Cortina Vermelha” para a RTP2, assim como o Operafest Lisboa 2022 e a criação absoluta da nova ópera de António Chagas Rosa “O Homem dos Sonhos” onde para além de dirigir o projecto, interpretará o personagem principal, com estreia absoluta no Teatro São Luiz em Fev 2022.

 

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Vasco Araújo, nasceu em Lisboa, em 1975, cidade onde vive e trabalha. Em 1999 concluiu a licenciatura em  Escultura pela FBAUL., entre 1999 e 2000 frequentou o Curso Avançado de Artes Plásticas da Maumaus em Lisboa.  Desde então tem participado em diversas exposições individuais e colectivas tanto nacional como internacionalmente, intregando ainda programas de residências, como Récollets (2005), Paris; Core Program (2003/04), Houston. Em 2003 recebeu o Prémio EDP Novos Artistas.

Das exposições individuais destacam-se : “Momento à parte”, MAAT, Lisboa (2019); Vasco Araújo”, M-Museum, Leuven, Belgica, (2018); “Decolonial desires”, Autograph ABP, Londres, U.K. (2016); “Potestad”, MALBA – Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, Buenos Aires, Argentina.(2015);  “Under the Influence of Psyche”, The Power Plant, Toronto (2014); “Debret”, Pinacoteca do Estado de S. Paulo, S. Paulo (2013);  “Avec les voix de l’autre”, Musée d’art de Joliette, Joliette (2011); « Mais que a vida », Fundação C. Gulbenkian/ CAM, Lisboa e MARCO, Vigo (2010) ; “Eco” Jeu de Paume, Paris (2008); “Vasco Araújo: Per-Versions”, the Boston Center for the Arts, Boston (2008); About being Different (2007), BALTIC Centre for Contemporary Art, U.K.; Pathos (2006), Domus Artium 2002, Salamanca; Dilemma (2005), S.M.A.K., Gent; L’inceste (2005), Museu do Azulejo Lisboa; The Girl of the Golden West (2005), The Suburban, Chicago; Dilema (2004), Museu de Serralves, Porto; Sabine/Brunilde (2003), SNBA, Lisboa.

Nas exposições colectivas destaque para a participação na “Triangulo atlântico” Bienal Mercosul, Porto Alegre, Brazil (2018);  “All that Falls”, Palais de Tokyo, Paris (2014); “Investigations of a Dog”, Fondazione Sandretto Re Rebaudengo, Turim (2009); “Everything has a name, or the potential to be named”, Gasworks, Londres (2009); “Em Vivo Contacto”, 28º Bienal de S. Paulo, São Paulo (2008); “Artes Mundi, Wales Internacional Visual Art Exhibition and Prize”, National Museum Cardiff, Cardiff (2008); “Kara Walker and Vasco Araújo:  Reconstruction”, Museum of Fine Arts,  Houston, (2007); “Drei Farben – Blau”, XIII Rohkunstbau, Grobleuthen (2006); “Experience of Art”; La Biennale di Venezia. 51th International Exhibition of Art, Veneza; “Dialectics of Hope”, 1st Moscow Biennale of Contemporary Art, Moscovo, (ambas em 2005); Solo (For Two Voices), CCS, Bard College (2002), Nova Iorque; “The World Maybe Fantastic” Biennale of Sydney (2002), Sydney; Trans Sexual Express, Barcelona 2001, a classic for the Third millennium (2001), Centre d’Art Santa Mònica, Barcelona. 

O seu trabalho está publicado em vários livros e catálogos e representado em várias colecções, públicas e privadas, como Centre Pompidou, Musée d’Art Modern (França); Museu Colecção Berardo, Arte Moderna e Contamporânea, (Portugal); Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal); Fundación Centro Ordóñez-Falcón de Fotografía – COFF (Espanha); Museo Nacional Reina Sofia, Centro de Arte (Espanha);  Fundação de Serralves (Portugal); Museum of Fine Arts Houston (EUA), Pinacoteca do Estado de S. Paulo (Brasil).

 www.vascoaraujo.org

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João Pedro Cachopo é musicólogo e filósofo. Lecciona na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde integra o Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, sendo actualmente o coordenador do Grupo de Teoria Crítica e Comunicação. Os seus interesses de pesquisa incidem sobre a relação entre estética, política e tecnologia, a interacção entre as artes e questões de intermedialidade, dramaturgia e crítica. Foi Investigador Visitante na University of Durham (2012) e na Columbia University in the City of New York (2015), além de Professor Convidado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e na Universidade Federal de Campinas (2016). Entre 2017 e 2019 foi Marie Skłodowska-Curie Fellow na University of Chicago. É o autor de A Torção dos Sentidos: Pandemia e Remediação Digital (Documenta, 2020; Elefante, 2021) e de Verdade e Enigma: Ensaio sobre o pensamento estético de Adorno (Vendaval, 2013), que recebeu o prémio do PEN Clube Português na categoria de Primeira Obra em 2014, bem como de ensaios publicados em revistas como New German Critique, The Opera Quarterly ou Europe: Revue Littéraire. Co-editou Rancière and Music (Edinburgh University Press, 2020), Estética e Política entre as Artes (Edições 70, 2017) e Pensamento Crítico Contemporâneo (Edições 70, 2014). Traduziu para português Theodor W. Adorno, Jacques Rancière e Georges Didi-Huberman.





2021-10-20T16:36:31+00:00