Chamada de capítulos: Jornalismo Sonoro – percursos da rádio ao áudio

Editor: Luis Bonixe

Data limite para apresentação de propostas: 31 de março de 2023,

Introdução e objetivo

Historicamente associado à rádio, o jornalismo sonoro ganhou na última década e meia um maior protagonismo em virtude das transformações verificadas no ecossistema mediático. Para além da presença nos noticiários e nos espaços de reportagem e de entrevista das rádios, o áudio passou a estar disponível em podcast e a fazer parte da narrativa multimediática dos sites jornalísticos, contando como mais um elemento da narrativa jornalística.

Sintoma dessa reconfiguração, em 2009, no relatório anual do Project for Excelence in Journalism, a palavra “Rádio” foi suprimida do título da respetiva secção, passando a designar-se de “Áudio”. O relatório fazia referência à emergência de “um novo meio chamado áudio” mais apropriado às novas plataformas digitais, ao mesmo tempo que sublinhava a importância de os meios sonoros se repensarem em função de um sistema mediático dominado pelas redes.

A tendência para o aumento e diversificação de formatos e formas de utilização de conteúdos sonoros continuou, sendo disso exemplo a produção e consumo de podcasts com especial relevância durante o cenário de pandemia, que acabou por confirmar o percurso crescente que já vinha, pelo menos desde o sucesso de “Serial”, considerado um marco de viragem na curta história do podcasting.

O jornalismo sonoro ganhou, por isso, uma abrangência, e em certa medida uma autonomia, que o desamarrou dos formatos radiofónicos gerando novas narrativas, novas formas de produção e novos modelos de informação. Nesse sentido, o jornalismo sonoro é escutado no aparelho de rádio, via streaming, em podcast ou em dispositivos móveis.

Esta diversidade de novos espaços para a produção e consumo de conteúdos sonoros não é alheia à emergência de novos discursos que privilegiam outras lógicas, modelos, temas e vozes que com dificuldade se escutariam na programação da rádio tradicional. É, por isso, cada vez mais comum que novos projetos jornalísticos, muitos deles nativos digitais, incorporem na sua estratégia conteúdos sonoros.

O interesse que se tem vindo a verificar pelos conteúdos sonoros pode também ser observado através do investimento que grandes plataformas digitais têm realizado e que tem permitido o acesso generalizado a espaços informativos baseados no som. As narrativas sonoras jornalísticas constituem hoje uma aposta importante das principais marcas de informação, já não apenas da rádio, mas também de outros media que encontraram um novo modo de renovação dos seus produtos informativos e de captação de audiências.

É neste plano que colocamos o jornalismo sonoro, entendido como fazendo parte da sua génese e, portanto da rádio e da sua lógica produtiva, mas expandindo-se e multiplicando-se pelas várias novas formas de disponibilização de conteúdos mediáticos, abrindo espaço para a inovação, para novos formatos jornalísticos e para a diversidade da sonosfera.

O objetivo deste livro é, assim, contribuir para uma reflexão sobre o papel do som no contexto do jornalismo.

Tópicos recomendados

Os contributos devem abordar, entre outros, os seguintes tópicos:

– Jornalismo radiofónico
– Conteúdos sonoros nos sites jornalísticos
Podcasts informativos
– Formas inovadoras de jornalismo sonoro
– Jornalismo sonoro e redes sociais
– Jornalismo sonoro no contexto das rádios locais e comunitárias
– História do jornalismo sonoro
– Experiências de jornalismo sonoro no ensino
– Literacia do som
– Formas de participação das audiências através de conteúdos sonoros
– Experiências de jornalismo sonoro no contexto do jornalismo alternativo/independente

Procedimento de submissão

Aceitamos propostas de capítulos, em português, inglês e espanhol, até 10 000 palavras (recomendação), incluindo um resumo (máximo 300 palavras) e até cinco palavras-chave, os quais deverão ser enviados, até 31 de março de 2023, para o email do editor luis.bonixe@gmail.com.

Todos os capítulos serão sujeitos ao sistema de dupla arbitragem cega.

O livro será publicado em formato de ebook, em acesso aberto, acessível de modo gratuito, no site da coleção ICNOVA.


MODO DE SUBMISSÃO

Os ficheiros devem ser enviados por email para luis.bonixe@gmail.com
– Para além do manuscrito (sem menção ao(s) autores) deve constar outro documento só com a identificação do(s) autor(es): nome completo, afiliação institucional (Universidade, Faculdade e Unidade de Investigação – se aplicável), Orcid e contacto de email.

FORMATO

Os ficheiros finais devem ser enviados em formato Word (Arial, tamanho 11),

Resumo: É obrigatória a inclusão de um resumo, que não deverá exceder os 1.000 caracteres. O resumo deve ser incluído em duas versões, Português e Inglês, tal como o título e palavras-chave.

Língua: Aceitamos propostas de capítulos, em português, inglês e espanhol,

Citações e referência bibliográficas: Os textos submetidos devem seguir os padrões de estilo e requisitos bibliográficos específicos das normas da Publication Manual of the American Psychological Association APA 7a edição: https://apastyle.apa.org/style-grammar-guidelines/references/examples 

lustrações, tabelas e gráficos

Fotografias, desenhos, quadros, gráficos e/ou mapas devem ser fornecidos em suporte digital a 300 dpi (mínimo) e 600px X 600pxs (mínimo) em formato jpg ou tiff.

As ilustrações, tabelas e gráficos devem ser introduzidos no texto, identificados com legenda e título. e mencionados explicitamente no corpo do artigo (ex. Figura 1; Gráfico 2 ou Tabela 3).

Créditos das ilustrações

No caso de os autores incluírem qualquer material que envolva a autorização de terceiros, é da sua exclusiva responsabilidade a obtenção da autorização escrita, assim como os eventuais encargos financeiros associados.

Os créditos devem ser fornecidos para cada uma das ilustrações do seguinte modo: autor, data, copyright.

2022-11-11T20:38:23+00:00