A NOVA FCSH recebe, no dia 24 de fevereiro de 2026, das 14h às 16h, na Sala B305 (Av. de Berna), a aula aberta/palestra “Do Museu Imaginário às Constelações Imaginárias: o que pode o gesto curatorial”, com Luiz Camillo Osorio (PUC-Rio). A iniciativa é organizada por Bárbara Bergamaschi, investigadora do grupo Cultura, Mediação & Artes (ICNOVA).
Na sua intervenção, Luiz Osorio propõe uma reflexão crítica sobre o gesto curatorial entendido como um ato de montagem que coloca obras em relação, criando novas formas de sentir, ver e pensar. O ponto de partida é o conceito de “museu imaginário” de André Malraux, destacando o impacto da reprodução fotográfica na circulação e interpretação das imagens, mas também os riscos de pseudomorfose e de aproximações superficiais num contexto de circulação digital massiva.
A palestra problematiza ainda o papel crescente das mediações tecnológicas na experiência museológica contemporânea — questionando como estas moldam o olhar, a atenção e a possibilidade de espanto — e discute desafios como a gestão da diversidade cultural nos museus sem neutralizar diferenças. O orador aproxima o pensamento de Malraux às “zonas de contato” de James Clifford, explorando tensões e encontros entre contextos culturais no espaço expositivo.
Sobre o convidado:
Luiz Camillo Osorio é Professor Associado II e Decano do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio e bolsista do CNPq. Foi curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2009–2025) e do Pavilhão Brasileiro na Bienal de Veneza (2015). É autor de diversos livros e curadorias, entre os quais Gestos Curatoriais: Duchamp e Malraux (2025/2026).


