Recorte de imprensa da entrevista com Paulo Nuno Vicente sobre o Manifesto contra a IA generativa no Ensino.

Paulo Nuno Vicente, coordenador do ICNOVA, defende que, embora haja relatos de “uso abusivo” da inteligência artificial generativa por parte dos alunos, proibir a IA no Ensino não é eficaz. Em entrevista ao Público, Vicente sublinha que o tema é “omnipresente”, mas que não faz sentido que a escola, “com letra grande, não esteja alinhada com o seu tempo”, um tempo em que as tecnologias estão cada vez mais presentes e fazem parte do futuro.

“Não faz sentido ‘que a Escola, com letra grande, não esteja alinhada com o seu tempo’”.

Para o coordenador do ICNOVA a chegada da IA exige uma apropriação crítica destas ferramentas e uma reconfiguração das metodologias pedagógicas. Isso implica repensar a avaliação, adaptar práticas de ensino e envolver professores, encarregados de educação e a sociedade de forma participativa na definição de orientações. Vicente afirma que uma proibição seria “uma espécie de demissão da escola” face ao seu próprio tempo e reforça que a IA, se utilizada com formação e abordagem adequadas, pode ser um recurso que melhora a qualidade do que se ensina, integrando-se de forma ética e pedagógica nos processos de aprendizagem.

Leia a entrevista de Paulo Nuno Vicente no Público.