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	<title>assédio online Archives - ICNOVA</title>
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		<title>Maria João Silveirinha: “O tipo de ataques que é feito às mulheres jornalistas é específico, é um ataque de género”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Contreiras_ICNOVA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 13:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[assédio online]]></category>
		<category><![CDATA[género]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Investigadora integrada do ICNOVA, Maria João Silveirinha é uma referência incontornável dos estudos feministas dos media. Entre várias “frentes” de investigação, coordena o projeto “O género nas pandemias de ódio: media sociais, Covid-19 e as mulheres jornalistas”, financiado pela FCT e que permitiu mapear o tipo de assédio online contra as mulheres jornalistas em Portugal,...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="vgblk-rw-wrapper limit-wrapper">
<p>Investigadora integrada do ICNOVA, Maria João Silveirinha é uma referência incontornável dos estudos feministas dos media. Entre várias “frentes” de investigação, coordena o projeto “<strong><a href="https://www.icnova.fcsh.unl.pt/o-genero-nas-pandemias-de-odio-media-sociais-covid-19-e-as-mulheres-jornalistas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O género nas pandemias de ódio: media sociais, Covid-19 e as mulheres jornalistas</a></strong>”, financiado pela FCT e que permitiu mapear o tipo de assédio online contra as mulheres jornalistas em Portugal, assim como analisar de que forma estas profissionais lidam com as ameaças e qual a resposta dada pelas organizações do setor.</p>



<figure class="wp-block-image alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://www.icnova.fcsh.unl.pt/wp-content/uploads/sites/38/2023/03/mj_silveirinha.png" alt="" class="wp-image-33655" width="215" height="225" title="mj_silveirinha"/></figure>



<p>A propósito deste projeto, atualmente em fase de finalização, o ICNOVA esteve à conversa com a investigadora. Em entrevista exclusiva, Maria João Silveirinha partilha alguns dos resultados da investigação, fala sobre os desafios que uma mulher jornalista enfrenta nos dias de hoje e de que forma o digital transformou práticas e exacerbou hostilidades existentes. Destaca, sobretudo, a importância do coletivo na proteção contra estas ameaças online: “nós, na academia, podemos trazer os dados, ouvir e dar sugestões, mas tem de partir das próprias organizações […], tem de ser algo coletivo”, defende.</p>



<p><strong>Tem acompanhado e analisado, ao longo do tempo, a relação entre mulheres e media. Com que desafios se depara, atualmente, uma mulher jornalista?</strong></p>



<p>Acredito que é um pouco mais fácil agora do que foi no início, quando as mulheres começaram a entrar na profissão. Era uma profissão muito masculina e foi difícil, sobretudo porque é um processo lento e as mulheres foram fazendo o seu caminho. Hoje, alguns problemas mantêm-se e surgem outros. Continua a haver um longo caminho a percorrer para se atingir, de facto, a paridade que gostaríamos que existisse na profissão – e, de forma geral, em toda a sociedade.</p>



<p><strong>O contexto digital implicou que tipo de mudanças para o jornalismo e, especificamente, para as mulheres jornalistas?</strong></p>



<p>O digital trouxe muitas transformações, obviamente, que têm de ser entendidas num contexto onde vários problemas se intercetam. O digital exacerba, digamos, alguns problemas existentes e transforma práticas, transforma relações com as audiências e transforma o quotidiano dos/as próprios/as jornalistas.</p>



<p><strong>Cruza-se aqui, por exemplo, a dimensão dos discursos de ódio?&nbsp;</strong></p>



<p>Sim. Um dos aspetos que se amplificou no cruzamento de várias outras variáveis foi, precisamente, algo que os/as jornalistas sempre sentiram: hostilidade para com o seu trabalho. O jornalismo denuncia os poderes, pelo que a hostilidade não é uma coisa nova. Mas, de facto, o digital potenciou e facilitou muito essa hostilidade contra os jornalistas e as jornalistas porque é muito mais fácil às audiências acederem aos/às profissionais. Claro que a participação já existia – lembrando, por exemplo, a questão das cartas ao editor que a professora Marisa Torres da Silva [investigadora ICNOVA, grupo Media &amp; Jornalismo] sempre apontou –, mas hoje está profundamente transformada.</p>



<p><strong>É mais do que dar uma nova forma a algo já existente?</strong></p>



<p>Acredito que é mais do que isso, sim. Porquê? Porque este potenciar tem, mais uma vez, uma série de interseções com outros problemas. Não é só uma questão de acessibilidade aos/às jornalistas. Claro que é muito mais fácil chegar a quem escreve uma peça e deixar um comentário – e isto é muito diferente do que escrever uma carta ao editor. Mas é também o facto de que as próprias organizações noticiosas começaram a fomentar essa proximidade [entre profissionais e audiências], com uma certa ideia de que a visibilidade era quase imprescindível. Em certos aspetos essa proximidade de quem nos lê pode ser boa, e algumas das jornalistas que entrevistámos marcam esse aspeto. Mas essa visibilidade tem depois o seu reverso. E se as organizações não estão preparadas para proteger os/as seus/suas profissionais das consequências dessa visibilidade, então há um problema. Temos, por um lado, uma maior acessibilidade, uma cultura que incentiva essa visibilidade, mas sem haver contrapartidas, regulação ou proteção.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“O tipo de ataques é diferente na sua linguagem, no tipo de ameaças, nas suas consequências”</strong></h2>



<p><strong>Mencionou as entrevistas a jornalistas, que fizeram parte do projeto “<a href="https://gpo.fcsh.unl.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O género nas pandemias de ódio</a>”. Quais foram os grandes objetivos deste projeto?</strong></p>



<p>Partimos de uma literatura internacional cada vez maior e, também, de uma importante literatura nacional, nomeadamente a que é desenvolvida aqui no nosso Centro. Uma literatura que aponta, de facto, para estes problemas de hostilidade para com os/as jornalistas. Por vezes pode não ser propriamente um discurso de ódio, mas o que a professora Marisa Torres da Silva (e a equipa com quem trabalha) chama de “incivilidade”. Partimos dessa literatura e partimos de relatórios internacionais que apontam que este problema se coloca de formas muito particulares para as mulheres jornalistas. Essa literatura intrigou-nos: qual será a realidade em Portugal?</p>



<p><strong>Refere que na literatura internacional era já notório que esta hostilidade se coloca de forma particular às mulheres jornalistas. Estamos a falar da frequência e do teor dos comentários online, por exemplo?</strong></p>



<p>Tem sido feita investigação em imensos países, até com estudos comparativos entre vários países. Os dados relativamente à frequência não são sempre os mesmos. Na verdade, as mulheres podem até não receber mais ataques, mais hostilidade, mais incivilidade do que os seus colegas do sexo masculino. Mas o que acontece – e isso pudemos claramente confirmar na nossa investigação – é que o tipo de ataques é diferente na sua linguagem, no tipo de ameaças, nas suas consequências. Tudo aquilo a que optámos por chamar de questões do assédio online.</p>



<p><strong>Como caracterizaria, então, este assédio online dirigido às mulheres jornalistas?</strong></p>



<p>É um assédio sempre abusivo, sexista, agressivo, que pode ser sexual, pode ser mais ou menos violento. Pode ser acompanhado de ameaças que, de facto, podem transportar para o mundo offline. Mas que também pode ser menos agressivo. É muito variado. O importante é que este assédio está quase todos os dias na caixa [de comentários] dos jornalistas e, nestas formas particulares, na caixa [de comentários] das jornalistas. Isto é uma perturbação grande no seu quotidiano e que, dependendo das próprias características da jornalista, pode ter consequências bastante graves.</p>



<p><strong>Que metodologias usaram no projeto?</strong></p>



<p>Antes de mais, procurámos fazer um inquérito a jornalistas homens e jornalistas mulheres. Fizemos o inquérito com a colaboração da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista e, dessa forma, mapeámos logo uma série de dados relativamente à situação do assédio a jornalistas em Portugal. Gostaríamos que o inquérito tivesse tido maior participação, mas pelo menos deu-nos pistas importantes sobre o panorama geral. Estabelecido esse panorama, fomos então ouvir as mulheres jornalistas para tentarmos perceber mais aprofundadamente a natureza destes ataques, as reações e as formas de viver com o problema.</p>



<p><strong>Foi, portanto, a fase de entrevistas?</strong></p>



<p>Exato. Entrevistámos 25 mulheres, com diversos níveis de experiência – entre os quatro e os 40 anos de experiência –, idades muito diferentes. Pessoas que trabalham no online, na televisão, na rádio. Tivemos uma excelente resposta e recolhemos dados muito interessantes.</p>



<p><strong>E o que dizem esses dados?</strong></p>



<p>Confirma-se aquilo que a literatura internacional diz, de uma forma geral: o tipo de ataques que é feito às mulheres jornalistas é específico, é um ataque de género. E pode ser profundamente perturbador para as suas vidas.&nbsp;É importante conhecermos esta realidade porque estamos a tentar perceber as especificidades do nosso país num contexto global. O panorama no mundo é muito complexo. Há países que têm maior ou menor liberdade de imprensa, nem todas as jornalistas estão igualmente vulneráveis à violência e há tipos de atores muito diferentes que instigam e legitimam esta hostilidade anti-imprensa.</p>



<p><strong>Nesta complexidade global, como se caracteriza a situação de Portugal?</strong></p>



<p>Somos, de facto, um país onde existe liberdade de imprensa, mas também confirmámos que existem ataques organizados, nos quais há atores que estão ali precisamente para dificultar a vida aos jornalistas e às jornalistas. E, como dizia há pouco, no caso das mulheres jornalistas são ataques de género, claramente.</p>



<p><strong>De que forma é que isso se torna evidente?&nbsp;</strong></p>



<p>Através da linguagem usada, por exemplo. O tipo de linguagem que é usado é claramente uma linguagem de género. Os homens não têm, por exemplo, ameaças de violação. A ameaça de violação é uma constante para uma mulher jornalista. E há também outro tipo de ameaça, muito ligado à ideia de maternidade e da mulher como cuidadora: ameaças como “eu sei em que escola andam os teus filhos” ou “eu sei onde moras”. Depois tentámos mais aprofundadamente saber onde está a vulnerabilidade das mulheres face a estes ataques e perceber quais os múltiplos fatores que criam uma maior vulnerabilidade. Esses múltiplos fatores são estruturais.</p>



<p><strong>Que fatores são esses?</strong></p>



<p>Todas as dimensões intersecionais que se cruzam com o género, por exemplo. Porque não é só o género. Pensemos no género e na idade: as mulheres jornalistas disseram-nos isso, mostraram-nos que, sendo mais novas, estão mais expostas a variadíssimos níveis. Ou o facto de ser uma jornalista negra. Mas há outros elementos além das dimensões intersecionais. A falta de paridade que existe, de forma geral, na profissão, por exemplo. As mulheres não estão ainda nos lugares de decisão, embora estejam praticamente a par dos seus colegas em números gerais. Se tivermos mais mulheres em lugares de decisão, é mais provável que haja maior sensibilidade para criar mecanismos de proteção contra este assédio e estas ameaças online.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size"><strong>“Importa não normalizar”</strong></h2>



<p><strong>Falemos, precisamente, de proteção. De que forma é que as organizações protegem, atualmente, os jornalistas – e, especificamente, as jornalistas – destas ameaças?&nbsp;</strong></p>



<p>As entidades não sabem e não estão suficientemente interessadas em desenvolver mecanismos de apoio e de prevenção para estes problemas. Várias jornalistas referiam isso nas nossas entrevistas. Mais ainda, encontrámos várias formas de normalização, que a literatura internacional também aponta. &nbsp;Mas não é normal. Um trabalho de um jornalista e de uma jornalista tem de ser livre. Têm de ter o direito de trabalhar…</p>



<p><strong>…sem medo.</strong></p>



<p>Sem medo, precisamente. Portanto, há que combater também este espírito de normalização que passa depois para as próprias entidades. &nbsp;O Sindicato dos Jornalistas tem promovido alguma discussão sobre este tema e a própria Comissão da Carteira Profissional está consciente destes problemas. Mas, na verdade, nada se materializa…</p>



<p><strong>O que poderia ser feito para reforçar a proteção contra o assédio online, tendo em conta também os fatores estruturais que referia?</strong></p>



<p>Fizemos um&nbsp;<strong><a href="https://gpo.fcsh.unl.pt/?page_id=1024" target="_blank" rel="noreferrer noopener">guia de boas práticas</a></strong>, integrado no projeto. É um guia baseado noutros guias, com consulta a imensa literatura e que nasce também da continuação do que fomos ouvindo na nossa investigação. Diria que uma das principais práticas é que cada órgão de comunicação tem de ter alguém – ou um grupo de pessoas – com formação e absolutamente disponível para ouvir os/as jornalistas nestes casos e para dar seguimento, se necessário. Dentro das próprias organizações devem existir mecanismos de apoio sérios. Apoio psicológico, apoio legal, por exemplo. E, sobretudo, importa não normalizar. Depois, é necessária maior regulação. Os/as jornalistas não podem estar entregues a si, naquela estratégia de “bloquear, apagar, silenciar”.</p>



<p><strong>Até porque aí o ónus está apenas nos próprios jornalistas…</strong></p>



<p>Exatamente. E não há formação para isto. As entidades jornalísticas, a Comissão [da Carteira Profissional] e o Sindicato [dos Jornalistas] têm de se envolver mais, têm de desenvolver mais esforços.</p>



<p><strong>Que boas práticas internacionais podem servir de exemplo?&nbsp;</strong></p>



<p>Em Inglaterra, por exemplo, há organizações que se juntaram e que têm mecanismos próprios para lidar com estes problemas. Há muito bons exemplos. Mas o que é preciso é começar a levar estas coisas mais a sério, sem estar à espera do dia em que haja qualquer coisa de muito visível e muito grave. Porque por vezes pode não ser visível, mas é suficientemente grave para quem passa por isto. Nós falámos com jornalistas que estão profundamente deprimidas.</p>



<p><strong>Em que fase se encontra atualmente o projeto?&nbsp;</strong></p>



<p>Na fase de finalização. Estamos ainda a escrever e esperamos contribuir, em breve, com ainda mais literatura, nomeadamente sobre entrevistas. Estivemos em muitos congressos onde ouvimos muitos/as colegas falar sobre estas questões. Foi muito produtivo, desse ponto de vista, e é um projeto que gostaríamos de expandir, até para percebermos melhor estas dimensões mais estruturais, de género, na violência contra jornalistas.</p>



<p><strong>Na sua perspetiva, os órgãos de comunicação social estão disponíveis para ouvir os resultados deste tipo de projetos, de forma a implementar algumas mudanças?&nbsp;</strong></p>



<p>Infelizmente, há muita dependência de pessoas individuais, de jornalistas que estão mais recetivos/as a estes problemas, porque os sentem. Estas pessoas podem fazer muita diferença, mas a própria classe tem de se mobilizar. Nós, na academia, podemos trazer os dados, ouvir e dar sugestões, mas tem de partir das próprias organizações. As organizações jornalísticas, a própria ERC [Entidade Reguladora para a Comunicação Social], todas as organizações que digam respeito a jornalistas deviam criar conselhos, formas de se organizar para ouvir estas pessoas, dar seguimento aos problemas. E para ver se, por exemplo, é possível criar alternativas a ter os comentários no Facebook. Há alternativas? O que se pode fazer? Isto tem de ser algo coletivo.</p>
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